quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Pois é, já era hora de começarmos a bater mais na tecla "educação".



Como bem dito hoje no Bom Dia Brasil, na Globo, Alexandre Garcia comentou que este piso é RIDÍCULO e que grandes países só são o que são pelo investimento na educação. BOBO É O QUE NÃO QUER VER.

AS PREFEITURAS NÃO PODEM PAGAR? SANTO DEUS, tira do dinheiro do prefeito, dos camarotes do carnaval, dessa m*&@#¨$ toda por aí. NÃO ME VENHAM COM ESSA....

MERCADANTE POR FAVOR, NÃO CEDA. Hoje no jornal ele disse: TEMOS QUE VALORIZAR A PROFISSÃO, OS JOVENS NÃO QUEREM MAIS SAIR PROFESSORES DAS UNIVERSIDADES!

PORQUE SERÁ!?

http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2012/02/piso-salarial-de-professores-vai-custar-r-7-bilhoes-municipios-diz-entidade.html

Com conhecimento de causa (parcial, eu diria) estamos vivendo uma crise cultural. E, para variar, como todos nós sabemos, ela começa da escola. Variando de instituição para instituição, não vou aqui me ater às escolas particulares que obviamente possuem mais recursos e dinâmicas para promover um ensino de qualidade - ou pelo menos, superior ao das escolas públicas - mas a educação pede socorro há muito tempo.



Acontece que, atualmente ir à escola é uma tarefa muito chata. Os padrões educacionais brasileiros são péssimos, as propostas educacionais piores ainda. Nossa filosofia educacional é ultrapassada, pasmem: utilizávamos modelos "vencidos" de outros países para elaborarmos nossos próprios parâmetros curriculares. É de se espantar? Na verdade não. Ficar ali sentado, durante quase oito horas é um martírio inexplicável. Já era quando eu frequentava a escola, quando a tecnologia não era assim tão avançada. E olha que estudei em escola particular, com lousas eletrônicas, laboratórios diversos e passeios culturais. Mas ainda tinha uma aula ou outra em que eu acordava e pensava: "OBA!"



Acho que hoje em dia, essa realidade é quase nula.



A formação de professores é medíocre, onde poucas instituições acolhem estes profissionais que pretendem se especializar para oferecer o que tem de melhor. As que oferecem nem sempre trazem novidade e continuam reafirmando discursos ultrapassados e sem propósito. Mas quando muito, como algumas universidades públicas do país, quando conseguimos nos especializar em educação e compreender a função que temos como educadores, encontramos um outro problema: a falta de reconhecimento, a desvalorização.

Sim, claro. Ou será que nossos políticos pesam que professores não têm que comer? Não têm que comprar roupas, pagar educação para os filhos (pois o sistema público é uma vergonha), pagar cursos, propor tarefas divertidas etc etc etc. Tudo o que uma criança e uma família precisa, a dos professores precisam também.



Ou será que é fácil para estes profissionais ter que trabalhar em 2, 3 ou mais instituições para conseguir O MÍNIMO de conforto? Hoje em dia, me desculpem mas R$ 2.000,00 não e mais nada.
E não quero desvalorizar nenhuma outra profissão. Mas um técnico, com ensino médio, formado pelo Senac, pode ganhar mais de R$3.000,00 por mês. E os professores que tem que se formar, defender teses, elaborar projetos e se especializar, lutam por um piso de R$ 1,400 e merrecas.

Claro. Professor quer viajar, professor quer passear, quer poder levar seus filhos para conhecer lugares. Mas tudo bem, não fiquemos só nas belezas; professor quer COMER, poder pagar uma MORADIA digna. Infelizmente, com os preços inflacionando, com a especulação imobiliária isso passa a ser cada vez mais impossível. Com este salário, impossível. Sem contar que, além da falta disso tudo é relatório educacional, proposta pedagógica, elaboração de prova, correção de deveres, planejamento de aula, corre pra lá corre pra cá.

Olha, é por essas e por outras que quase TODOS que se formaram comigo, escolheram outro caminho. Uma PENA para o governo, pois éramos sonhadores de uma educação exemplar. Na verdade, agora, somos meros intelectuais desiludidos.




Um comentário:

  1. O único governo que deu prioridade a educação no período republicano foi o primeiro governo Vargas, do provisório ao Estado Novo,inclusive. Uma pena. O projeto de Jarbas Passarinho não vingou e ele foi tirado do Min Educação. Não sei quando mudaremos isto. A dignidade do professor é essencial para torná-lo educador. Isto exige remuneração suficiente e formação consistente. R$8,00 por hora aula é mais que assinte, é agressão.

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